Modelos de arara para loja: como escolher a ideal

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Escolher os modelos de arara para loja certos parece um detalhe, mas influencia diretamente como o cliente enxerga (e compra) suas peças.

Uma arara bem escolhida deixa o ambiente mais organizado, facilita a prova mental do look e melhora a circulação. Já uma arara inadequada vira gargalo: roupas amassadas, visual “poluído” e dificuldade para o consumidor mexer.

A seguir, você vai ver os principais tipos de arara, quando vale apostar em cada um, medidas e capacidades mais usadas no varejo e um checklist prático para decidir com mais segurança.

Entenda a intenção: sua arara é para exposição, estoque ou os dois?

Antes de olhar material e design, defina a função. Na prática, lojas costumam dividir as araras em três papéis:

    1. Exposição (venda): araras mais “leves” visualmente, com boa leitura do produto e espaçamento.
    2. Giro rápido / destaque: peças-chave, lançamentos, promoções e combinações de look.
    3. Apoio/estoque de loja: maior capacidade e robustez, nem sempre no salão principal.

Quando você mistura tudo numa mesma arara, o resultado costuma ser excesso de peças, pouca visibilidade e queda de percepção de valor.

Principais modelos de arara para loja (e quando usar)

1) Arara de chão reta (tradicional)

É o modelo mais comum: uma barra horizontal apoiada em pés.

Boa para: uso geral no salão de vendas; lojas que precisam de flexibilidade para remanejar layout.

Vantagens:

      1. Fácil de mover e reorganizar.
      2. Funciona para vários tipos de peça (camisas, vestidos, casacos).

Atenção: em loja pequena, muitas araras retas “em linha” podem estreitar corredores.

2) Arara de chão com rodinhas

Similar à reta, mas com mobilidade real. Excelente para operação (reposição, mudanças de coleção, dias de maior fluxo).

Boa para: lojas que alteram vitrine interna com frequência, fazem live/produção de conteúdo ou recebem reposição diária.

Vantagens:

      1. Facilita a rotina (troca de coleção, limpeza, organização).
      2. Ajuda a criar “ilhas” de produtos no ponto quente.

Atenção: prefira rodízios com trava e estrutura reforçada para não “dançar” com o peso.

3) Arara dupla (dois níveis)

Tem duas barras (uma acima da outra) ou uma barra com extensão/segundo tubo.

Boa para: peças curtas (camisetas, shorts, saias) e lojas com pouco espaço.

Vantagens:

      1. Aumenta capacidade por m².
      2. Pode separar por categoria/cores sem ocupar mais área.

Atenção: pode prejudicar a leitura visual e dificultar o manuseio se você lotar demais. Em exposição premium, use com moderação.

4) Arara em “T” (ou arara de destaque)

É a arara com braço(s) perpendicular(is) à base, ideal para expor poucas peças de forma frontal.

Boa para: lançamentos, “look da semana”, combinações e peças de maior margem.

Vantagens:

      1. Exposição frontal vende mais porque mostra a peça “de cara”.
      2. Ótima para trabalhar visual merchandising sem poluir.

Atenção: capacidade menor. É um modelo de estratégia, não de volume.

5) Arara redonda (circular)

A arara circular concentra muitas peças em uma área relativamente pequena.

Boa para: promoções, básicos, categorias de alta rotatividade (quando bem organizadas).

Vantagens:

      1. Alto aproveitamento de espaço.
      2. Cria ponto de compra por impulso em áreas centrais.

Atenção: se misturar tamanhos e cores sem critério, vira “arara de bagunça”. Use sinalização e padronize cabides.

6) Arara de parede (cabideiro fixo)

Instalada na parede, pode ser reta, inclinada ou com suportes moduláveis.

Boa para: lojas pequenas, corredores laterais, boutiques que querem visual limpo e bem “editado”.

Vantagens:

      1. Libera área de circulação no centro.
      2. Ajuda a compor paredes de destaque (ex.: coleção nova).

Atenção: precisa de instalação adequada e planejamento de altura. Se ficar alta demais, dificulta o alcance.

7) Arara de parede com prateleira (mista)

Une barra para cabides com tampo/prateleira superior ou inferior.

Boa para: criar composição (roupa + acessórios + pilhas dobradas) e aumentar ticket médio.

Vantagens:

      1. Exposição mais completa (look + complementos).
      2. Funciona muito bem para lojas de moda feminina e masculina premium.

Atenção: prateleiras atraem “acúmulo”. Defina regra de quantidade e reposição.

8) Arara central/ilha (de centro)

É um conjunto pensado para ficar no meio da loja, formando uma ilha de exposição.

Boa para: conduzir fluxo e criar “paradas” na jornada do cliente.

Vantagens:

      1. Excelente para trabalhar zonas quentes (área de maior tráfego).
      2. Pode combinar com mesas, manequins e expositores.

Atenção: respeite corredores confortáveis. Se a ilha bloquear a circulação, você perde tempo de permanência e vendas.

9) Arara industrial (metal preto, tubos, estilo loft)

Mais do que um modelo, é uma linguagem estética: estrutura robusta, geralmente em aço, com pegada minimalista.

Boa para: lojas com identidade urbana/jeanswear/street, ambientes com concreto, madeira e iluminação mais dramática.

Vantagens:

      1. Resistência e durabilidade.
      2. Visual forte (reforça posicionamento da marca).

Atenção: pode “pesar” visualmente em loja pequena e escura. Compense com iluminação e paredes claras.

10) Arara modular (sistema com colunas e braços)

Permite ajustar alturas, larguras e composições (cabideiro, prateleiras, nichos).

Boa para: quem quer padronização, crescimento por módulos e fácil reconfiguração por coleção.

Vantagens:

      1. Layout adaptável conforme o mix muda.
      2. Visual profissional e consistente.

Atenção: normalmente exige planejamento e investimento maior, mas tende a valer a pena no longo prazo.

Medidas e ergonomia: o que considerar para não errar no dia a dia

Não existe uma medida única para todo tipo de loja, mas há faixas que aparecem com frequência no varejo por funcionarem bem para acesso e visibilidade.

Altura da arara: conforto para pegar e ver

Muitos fornecedores e guias de varejo trabalham com faixas de altura entre cerca de 1,20 m e 1,70 m para araras de exposição, equilibrando alcance do cliente e leitura do produto. Acima disso, a loja pode até ganhar impacto visual, mas perde acessibilidade para parte do público.

Dica prática: se você atende público diverso (incluindo pessoas mais baixas), prefira uma altura que permita que o cliente pegue o cabide sem pedir ajuda.

Largura x capacidade: quantos cabides cabem?

A capacidade depende do tipo de roupa e do cabide, mas uma referência bastante usada por lojistas é:

    1. Arara de 1 metro: algo em torno de 20 a 30 cabides, variando conforme a espessura das peças.

Para moda mais volumosa (casacos, moletom), reduza a quantidade para manter espaço e evitar amassar. Para peças finas (regatas, camisetas leves), dá para aumentar um pouco, sem “socá-las”.

Espaçamento: por que “menos” parece “mais caro”

Arara lotada comunica liquidação (mesmo quando não é). Em geral, quando você deixa respiro entre as peças, o cliente consegue deslizar os cabides, enxergar estampas e se interessar por mais itens.

Se você precisa expor volume, faça isso em araras de apoio e mantenha as araras principais mais editadas.

Como escolher o melhor modelo de arara para a sua loja (checklist)

1) Tamanho da loja e fluxo de circulação

    1. Loja pequena: priorize araras de parede e algumas araras de chão com rodinhas para flexibilidade.
    2. Loja média/grande: combine ilhas centrais + parede bem trabalhada + araras de destaque em “T”.

Regra simples: se o cliente esbarra na arara para passar, você precisa reduzir volume ou redesenhar o layout.

2) Mix de produtos (tipo de peça)

    1. Peças longas (vestidos, casacos): araras retas com altura adequada e espaço inferior livre.
    2. Peças curtas: arara dupla pode funcionar muito bem.
    3. Moda premium: prefira araras com menos peças por metro e exposição frontal estratégica.

3) Capacidade x estética

Quer vender percepção de valor? Use araras com visual limpo, cabides padronizados e pouca densidade.

Quer rodar volume (básicos/promo)? Arara circular ou reta com mais capacidade pode fazer sentido — desde que organizada por cor/tamanho e com etiqueta/sinalização clara.

4) Material e acabamento

    1. Aço/metal: robusto e durável; ótimo para lojas com alto giro e peso.
    2. Madeira (ou MDF com estrutura metálica): aquece o ambiente e pode valorizar a marca.
    3. Cromado: aparência “clássica” de loja; exige mais cuidado com riscos.

Escolha também pensando na manutenção: limpeza frequente, marcas de dedo, oxidação em regiões úmidas etc.

5) Operação: você muda a loja toda semana?

Se você faz muitas trocas (campanhas, drops, vitrine interna), as rodinhas com trava e sistemas modulares economizam tempo e reduzem desgaste da equipe.

Organização que vende: como montar as peças na arara

Boas práticas de visual merchandising ajudam a transformar a arara em “vendedor silencioso”. Uma técnica muito recomendada é organizar por cores, criando uma leitura mais fluida e agradável.

Outras dicas que funcionam na rotina:

    1. Padronize cabides (modelo e cor). Mistura de cabide passa sensação de improviso.
    2. Pendure tudo no mesmo sentido (ganchos virados para o mesmo lado) para reduzir ruído visual.
    3. Monte mini looks: intercale 1 peça “estrela” com complementos próximos (cinto, bolsa, sobreposição).
    4. Destaque lançamentos na zona quente: perto da entrada ou no caminho natural do fluxo.
    5. Evite excesso: se a peça não desliza no cabideiro, tem coisa demais.

Erros comuns ao escolher araras para loja (e como evitar)

1) Comprar só pelo preço: a arara empena, balança e vira custo recorrente.
2) Ignorar o tipo de roupa: arara dupla para vestido longo gera atrito e bagunça.
3) Lotar para “parecer que tem variedade”: variedade se mostra melhor com curadoria e reposição, não com amontoado.
4) Não pensar no layout: araras demais criam corredores apertados e diminuem tempo de navegação.
5) Misturar muitos estilos: industrial + cromado + madeira sem intenção vira “loja sem identidade”.

Combinações prontas (para decidir mais rápido)

    1. Loja pequena (até ~30 m²): parede com araras fixas + 1 arara com rodinhas para novidades + 1 arara em “T” de destaque.
    2. Loja de básicos e volume: araras retas reforçadas + 1 ou 2 circulares para promoções + organização rigorosa por tamanho/cor.
    3. Boutique/premium: araras de parede com prateleiras + poucas araras de chão bem espaçadas + exposição frontal (em “T”) para peças de maior margem.

Entre os modelos de arara para loja, não existe “o melhor” universal: existe o mais adequado ao seu espaço, ao seu mix e ao seu posicionamento.

Comece definindo se a arara é para exposição ou volume, escolha um conjunto que respeite a circulação e finalize com organização (cor, padronização de cabides e respiro entre peças). O resultado aparece na percepção de valor — e nas vendas.

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